9 minutos
Avalie este texto:por Gabriela
Faltam 9 minutos pra acabar o dia e ela vai entrar por esta porta agora.
Já está andando pelo corredor.
Daqui posso ouvir os passos.
Logo a chave vai virar na fechadura.
Meu coração salta.
Imagino-a vindo sorrindo nervosa esperando por tudo que tem direito e que merece; tudo que fiquei tramando deitada em seu sofá.
Não vou deixá-la passar do corredor.
Não vou deixá-la pensar quando a porta se abrir, tirarei tudo que pesa dos seus ombros, seu equipamento de trabalho, seu dia exaustivo e toda sua roupa.
E se ela resistir?
E se não for o que quer?
À convencerei com golpes baixos e sem lhe dar alternativa.
Ela vai me encontrar assim, do jeito que estou, do jeito que sou, totalmente livre, molhada, atrás da porta. Não permitirei que me abrace ou fale uma palavra, vou direto tirar sua blusa, seu top, sua calça, sua calcinha, seu sapato, jogar tudo pela sala e deixá-la nua em um segundo, evidentemente para me desfrutar. Espero que goste.
Vou encostá-la na parede e sei que vai me olhar tentando entender o que irá acontecer. Vou deslizar meu corpo de leve sobre o seu, entrelaçar seus dedos nos meus, apertá-los no alto e assim bem perto vamos respirar, aguardando, entregues, nos mirando, reconhecendo. Achando que vou pegá-la de frente vou virá-la e roçar meus pelos nela assim, abrindo suas pernas. Ela terá que se segurar na parede quando eu começar a bater, vai se abaixar pra me sentir inteira e me dar mais prazer. Eu vou molhar minha mão com saliva, passar em suas frestas pra deslizar melhor e continuar em movimentos mais fortes, socando meu corpo no dela, segurando seu quadril pra não perder o equilíbrio. Ela não vai conseguir me ver e vai falar assim de costas: sua puta, tava cheia de tesão pra me foder!
Eu vou dizer que sim e continuar. Quando todo meu corpo tremer, vou rapidamente me virar e solicitar: agora você, vem. E vou segurar na parede, abrir as pernas, com o salto que estou e que a deixa louca pra ela encostar seu grelo na minha bunda, abrir, e eu facilitar. Abrir, sem medo, abrir gostando pra ela bater.
Pra melhorar, irei pro portal da cozinha, onde sinto o corpo mais solto e me apoiando no batente permitirei que estoque em mim fortemente até gozar. Como ainda não aprendi a gozar assim, ficarei louca de excitação e a sentarei no sofá, empurrando tudo que está em cima pro assoalho. E ela nem vai conseguir respirar quando eu sentar nela. Primeiro de costas. Assim poderei esfregar todo meu sexo no dela. Apoiarei minhas mãos em suas coxas, perto dos joelhos, com cuidado pra não machucar. Abrirei para encostar meu cu nela toda já umedecida, e irei abaixando, levemente, e imediatamente poderei fazer com que me sinta toda, toda te querendo, te molhando, te esfregando até o grelo. Às vezes batendo outras roçando, numa procura que quer errar pra não ser muito rápido. Minha cabeça ficará quase no chão, enquanto meu sexo a tocará toda e ainda poderei ver por baixo, entre as pernas, sua vagina molhada, seus lábios; posso retirar meu corpo e reencostar, vendo e refazendo o encontro várias vezes. Exige uma força nas pernas e um autocontrole, mas a imagem é tão linda que não sei se dá mais prazer esta posição tão erótica, o que vejo ou o contato. Só sei que esfregando assim irei certamente gozar junto com ela e só então vou me virar e abraçá-la com todo meu corpo. Eu sentada sobre ela, minhas pernas abertas, nossos seios se encontrando, nossos corpos molhados de suor de tanto movimento. E então vamos finalmente nos falar: oi amor, que saudades de você. Ela vai me dizer o quanto foi bom chegar em casa, vamos nos beijar sim, agora longamente, e tão longamente que os lábios e as línguas mais se assemelham a duas bucetas se amando. E assim, nos roçando de frente, já encharcadas de gozo e cheiros iremos gozar junto com sensações múltiplas sem conseguir definir se era o grelo dentro de quem, um lábio dobrado, as duas bocas abertas grandes se sugando, escorregando, latejando. Abraçaremos-nos de novo, agora um abraço pleno de satisfação. Tão cheio de satisfação que ela me perguntará: não quer vir pra minha boca? Eu aceitarei. E subo no sofá pra deixar ela experimentar o que fez. Faço movimentos pra ajudar, sem sufocá-la, mas ela me pede pra parar, apenas me manter quieta pra lamber devagar, aproveitar com carinho, com delicadeza, cheirando ao seu gozo. Eu me laço nela novamente, o dia já acabou, agora já se passaram 44 minutos do próximo. Vamos pra cama que eu também quero você na minha boca. E ela então vai ao banheiro, eu a aguardo. Ela toma um banho, eu converso com ela do lado de fora. Me conta suas novidades do dia e eu as minhas, de vez em quando eu abro a porta do box e olho a água caindo pelo seu corpo. Quando termina, ela vem sem secar pra cama e vamos ter o gozo tão desejado de uma na boca da outra. Durante muitos, muitos minutos …
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9 minutos de extase
Conto maravilhoso!
Parabéns!
[...] 9 minutos – Gabriela [...]
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