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Avalie este texto:por Pietra Biaggi
Os dedos tremiam sobre o teclado do computador. O suor na palma da mão fazia deslizar o mouse, mas nada poderia desviar minha atenção daquele monitor. Era a imagem mais linda que já pude testemunhar, uma pele branca como leite, enfeitada por pequeninas sardas. Os lábios vermelhos incitavam ao pecado e esboçavam um sorriso tímido. Seu cabelo preto e liso brilhava sobre a testa que ela movia com um gesto rápido, esbanjando charme e sedução. Fora batizada com a graça de Luana, daí pude entender a razão de tanto feitiço, afinal, deve ser fácil encantar quando se carrega a lua no próprio nome.
E eu já estava lunática! Só pensava naquele corpo branco se entrelaçando com a minha negritude. Um imenso yin-yang na mais perfeita combinação. Ela passeava a língua sedenta pela boca rubra de desejo. Encarava aquela web cam como se olhasse no fundo dos meus olhos, despindo minh´alma. Eu pressionava as coxas e meu sexo pulsava por aquela língua, podia sentir intensamente o vapor daquela boca na minha boceta encharcada. Minha respiração cada vez mais ofegante e minha voz trêmula permitiam ouvir apenas gemidos roucos, quase que sussurrados.
- Se estivesse aqui, ia me pagar!
Ela falou tão perto do microfone com uma cara de safada que fez meus lábios quase sangrarem com uma mordida
- Ah é? E o que você faria?! Questionei com dificuldade pois o tesão já havia me tomado por inteira.
- Vou te mostrar!!
Fiquei pálida. Estaria ela, blefando? Como assim, “vai me mostrar”?? Não tive tempo de pensar muito, em um súbito movimento, ela arrancava a blusa ostentando um par de seios que tirariam qualquer fôlego. Eu desejei morrer sugando aquela mama como um bezerro esfomeado! Dois blocos de neves decorados com pontos negros, sua auréola lembrava a pétala de uma rosa. Quis morder levemente aquele bico rosado e sentir o sabor do prazer.
Luana deslizava seus dedos alvos e grossos por entre os seios fartos, massageando-os com ternura e sensualidade, conciliava a meiguice com a desfaçatez. Molhava a ponta do dedo na língua e descia de encontro à fonte que banhava toda aquela loucura. Meu clitóris doía de tanto desejo. Ela baixou a câmera e abriu o zíper enquanto eu abria as penas e sentia minha cadeira totalmente ensopada.
- Não podemos! Exclamei involuntariamente.
- Agora é tarde! Me faz gozar?
Eu engoli seco. Ela estava ali, totalmente despida, com as pernas arreganhadas na frente da web cam. Seu sexo parecia fumegar, ela estava em chamas, e eu em brasas! Um fruto rosado com poucos pêlos exibia uma obra de arte. Grandes e pequenos lábios recordavam uma rosa branca aberta com pequenas pinceladas em tom salmão.
Luana parecia bem mais experiente que do os seus vinte e poucos anos pudessem tê-la apresentado, mas com a energia e vigor peculiar de sua idade. Como aquela garota sabia provocar!!
Não resisti e desabotoei a saia, minha boceta queimava cobiçando aquele toque suave e aprazível. Queria aquela leveza transformada em força, selvageria, brutalidade. Meu anseio tornara-se feroz e imoderado. Eu a imaginei com uma natureza contrária ao que ela exibia, queria lambê-la, mordê-la, desejei foder sua boceta com autoridade e impetuosidade, sem jamais machucar-lhe pois a dor me desanimava.
Ela me invadia com seu olhar tentador e instigava minha masturbação a cada gemido. Meu clitóris rijo e dolorido implorava aquela mão. Percorri meu sexo suavemente e ele se embriagava ávido pelo tão almejado orgasmo. O mundo se resumia naquele momento. Nem mesmo poderia imaginar que depois de viver 35 primaveras e há décadas conhecendo a esfera virtual com suas infinitas possibilidades, pudesse ficar absorta, totalmente entregue ao deslumbramento daquela jovem. Eu a queria como nunca quis ninguém, ouvia sua voz de menina falando baixinho ao meu ouvido e sentia o calor dos seus lábios. Ela estava ali, contudo, eu a via nitidamente mantendo os olhos fechados. Meus dedos pareciam arder ao tatear entre as minhas pernas. Precisava saciar minha sede tomando todo suco daquele fruto, queria beijar-lhe cada poro da pele, cada parte de seu corpo, até encontrar a boca que seria o palco para uma apaixonada dança de línguas.
Luana acendia em mim, o fogo que há muito tempo apagara-se. Não se tratava de uma excitação banal que cessaria após um orgasmo “mecânico”, meu peito estava apertado e eu sentia muita vontade de ficar com ela para todo sempre, porém, os empecilhos eram numerosos. Como poderia cruzar milhares de quilômetros até o Sul para tê-la? E o meu trabalho, faculdade, casa, cachorro, e minha vida?! Tudo é mais fácil quando se tem o viço da juventude.
- Elisabeth!! Onde você está? Fica comigo, por favor…
- Estou contigo meu anjo! Viajo até você nos meus pensamentos, daria qualquer coisa para estar do seu lado agora.
- Serias tu, capaz de fazer o que fosse possível para estar comigo Elisabeth?
- Tudo é alcançável querida, faria o que fosse prudente, sensato.
- O que quer dizer? Não seria prudente estar comigo?
A câmera voltava para seu rosto desta vez, desapontado.
- Adoraria estar com você minha flor, apenas disse que procuro atingir meus objetivos mantendo os pés no chão, agindo com sensatez e equilíbrio.
Não conseguia imaginar um pior momento para esta discussão.
- Talvez tenha sido imprudente e insensato mostrar-me desta forma despudorada, sinto muito.
- Querida, o que está dizendo? Não entenda o que falei de maneira equivocada, eu estava vivendo intensamente esse nosso momento!
- Compreendo seu recato, não tinha intenção em expor-lhe desta forma, me desculpe, vou sair e esquecer que isso tudo aconteceu, é o melhor pra nós.
- Tem certeza do que está dizendo?
- Absolutamente.
- Tudo bem, preciso voltar ao trabalho.
- Eu também.
- Então, adeus…
- Adeus, bom trabalho!
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