O ápice de uma noite
Avalie este texto:por Ventania
Ainda ofegante ela pôs na boca num sorriso malicioso de quem queria mais. O leve calor que remanescia em nossos corpos nus fazia nascer o desejo de prolongar aquele prazer, ápice de uma noite que estava por começar. Com um olhar sorrateiro, ela dava ao sabor que tinha na boca o significado de uma conquista.
À meia luz eu percebia as curvas dos seios entumecidos que pouco antes faziam um voo razante pelo meu corpo; tesos, enrijecidos, tinham ainda a marca da umidade no seu entorno, provocada pelos meus lábios e língua que outrora tocavam-lhe com a famijerada vontade de sentir essa sensibilidade escaldar-se em gemidos suplicantes e, quando a toquei suavemente com meus dedos, senti escorrer por entre as pernas o desejo de me sentir dentro dela.
Deitei-a na cama e, enquanto a beijava, minha sofisticada carícia entre suas pernas, calma e paciente, a fazia contocer-se. Como num pedido sem palavras o meu toque a fez abrir as pernas. Seus pés deslizaram lateralmente pela cama, deixando-a completamente entregue. A umidade lasciva que saia de dentro dela se emaranhava em meu dedo, um convite a penetrá-la vagarosamente, enquanto eu sentia na minha boca seus seios reagirem ao meu toque, e seu corpo procurando o prazer, mexendo-se na cama numa busca por meu dedo entre suas pernas e minha boca em seus rijos seios.
“ – Não se mexa” – balbuciei com a boca no seio direito dela. Completamente contrária a meu pedido ela se mexia cada vez mais procurando sentir todo o comprimento do meu dedo, vagarosamente, como se estudasse as disposições das minhas falanges contidas dentro dela… Ela começou a acelerar os movimentos da cintura e com a mão esquerda pôs a mão em meu rosto num carinho que induziu o passeio que eu estava fazendo com a minha língua e lábios, em seu corpo, cada vez mais para baixo… Já entre as pernas dela, arrastei a ponta da minha língua entre os lábios que lá também existem, para cima e para baixo, vagarosamente, provocante. Suguei sua súplica enquanto sentia no meu dedo (parado) o ritmo que ela dava com a cintura à sensação que buscávamos. Me contagiei daquele ritmo e, cada vez mais intensamente, a fazia sentir o úmido e quente toque, só com a ponta da minha língua, em seu clitóris em evidência, sobressaltado.
Fui surpreendida pela sua mão que alcançou meus cabelos e pressionou minha cabeça em direção a seu clitóris, pude ouvir o sussurro: “– Chupa!”. Então, não só a ponta, mas toda a minha língua preenchia cada espaço daquele prazer. Ao arfar dela somou-se um leve gemido indefeso que me fez sentir escorrer pelas pernas (as minhas!) um desejo com ardor. Ajudei o esforço insistente de sua cintura e acelerei os movimentos do dedo e da língua. Percebi que os gemidos se alteraram, ficaram altos e seguiam o ritmo daquele vai e vem penetrante quando, de repente, uma mudez súbita tomou conta dela por, aproximadamente, longos três segundos. O silêncio da noite só foi imrrompido novamente, com o delírio louco de sua voz, percebido e deliciosamente escorrido em minha língua, acompanhado de um sorriso estonteante, e uma respiração que parecia permancer ritmada pelos movimentos de outrora.
“ – Gostosa!”. Eu disse isso enquanto erguia minha cabeça, permaneci onde estava, mas dessa vez de joelhos, percorri com os olhos aquele corpo convidativo. O ávido sabor de seu prazer me embebeceu. Ela me convidou a deitar ao seu lado, obedeci prontamente. Ela virou-se de costas e se encolheu, entendi o pedido e a abracei por trás.
Aquela conchinha parecia adormecer os desejos, mas, despertou-os. De costas para mim, ela tateou as minhas pernas, até encontrar o molhado resultado daquele sedutor amor. Tocou com um dedo, e disse: “ – Molhadinha”… Não respondi, senti o dedo dela percorrer meu clitóris inchadinho, veritigionosamente alterado, igualmente devagar, para cima e para baixo, como o toque da minha língua o foi. Minha respiração aumentava, e ela a sentia em suas costas, acelerou o toque, e percebendo o entusiasmo do meu corpo, virou-se, me conduziu e me manuseou, quando dei por mim estava eu prostrada sobre os meus joelhos e com as palmas da minha mão voltadas para baixo, mais claramente falando, de quatro. Ela, de joelhos, atrás de mim, permaneceu acariciando meu clitóris, e com a outra mão, cuidadosamente percorrendo-me por trás… Até que, sem aviso, penetrou-me com o dedo de uma das mãos, e com o outro mantinha as carícias lentas, excitantes em meu clitóris.
O contraste do rápido movimento de seu dedo penetrando-me e o lento movimento em meu clitóris, me fez dizer: “– Quero gozar em sua boca!”. Ela afastou minhas pernas devagar e deitou com a cabeça embaixo da minha cintura, pediu para que eu ficasse de joelhos e sentasse em sua boca.
Com muito tesão, loucamente obedeci. A língua dela foi fulgaz, me fazia gemer, enquanto as suas mãos tateavam meus seios, pedi: “– Mete!”. Ela desceu uma das mãos e me penetrou com seu dedo, girando sua língua em torno do meu clitóris Gemi, gemi alto e avisei: “ – Você me deixa louca, vou goz…ahhhh!”… Não consegui concluir a frase e literalmente sentei em sua boca, sem forças nas pernas. Ela delicadamente me deitou ao seu lado e assumiu a posição de conchinha, agora respirando em minhas costas. Continuei acordada, após algum tempo (do qual eu não tinha nenhuma noção) pensei que ela já tinha adormecido, e me senti feliz em tê-la ao meu redor.
Fui surpreendia quando ela disse: “– Amo você, não vai demorar e logo, logo estaremos juntas novamente”. Fingi dormir, não respondi. Ao amanhecer fui levá-la ao aeroporto. Antes que ela entrasse na sala de embarque a abracei e disse: “Amo você também, sei que nos veremos logo”. O brilho em seus olhos era pleno, a felicidade nos assolava e tínhamos a sensação exata de um amor que celebramos na cama ou na rua, partindo ou chegando, juntas ou temporariamente distantes.
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Nossa, esse conto lembra eu e minha namorada, mas pelo fato da distância, mas sei que vai parecer muito pelo amor que foi feito…
Parabéns pelo conto porque além de ser exitante é muito exitante.
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