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22 Dezembro 2009 as 2:32 am 405 views Um ComentarioPrint This Post Print This Post

por Bete

O falecimento do nosso presidente trouxe grande tristeza à empresa, mas trouxe também Roberta, a filha mais velha da família que estava há sete anos na Europa e tornou-se sua sucessora.

Lembro como se fosse hoje a primeira vez que a vi. Naquele dia, após as formalidades funerárias retornei ao trabalho com uma reunião agendada para a primeira hora do dia, organizei a sala como de costume e aguardei os acionistas. Todos chegaram cabisbaixos até a entrada da nova presidente que simplesmente nos deixou sem fôlego.

…… o poder daquela mulher não vinha do seu sobrenome, do seu terno preto seu sapato de salto alto ou do seu cargo; era intrínseco, como seus olhos, suas lindas mãos, seu cabelo vermelho encaracolado e comprido….. fazia parte dela.

Reunião iniciada, recebi apenas um bom dia formal como todos os demais, Roberta conduziu os trabalhos motivando seus colaboradores; delegou, assinou, corrigiu e encerrou a mesma agendando a próxima. Recebemos um agradecimento pelos anos de dedicação e um rápido até logo! Aquela reunião mexeu com meu raciocínio, com o meu corpo e com os meus sonhos.

Meses haviam se passado e eu admirava cada vez mais aquela mulher. Aos 36 anos, secretária executiva, poliglota, estou em umas das melhores fases da vida: saúde perfeita, boa forma física, renda para sobreviver dignamente, maquiagem, cabelos longos e tratados, roupas finas e saltos altos fazem parte do meu dia a dia.

Em uma manhã, após alguns minutos da minha chegada ao me abaixar para buscar impressos que necessitavam de reposição senti um perfume familiar que alterou de imediato minha respiração. Uma mão tocou meu ombro esquerdo, subitamente nossos olhos se encontraram e nossas bocas quase se tocaram ao me levantar. Roberta não moveu um músculo, eu, colada ao armário esperei, ela me chamou ao seu escritório com um pedido de desculpas quase sussurrado. Mantive as pernas firmes para segui-la, mas achei que fosse desmaiar com aquela presença tão forte, tão feminina e tão próxima.

Roberta se encaminhou à janela pra fechar parcialmente a cortina, e mais uma vez pude ver sua silhueta marcada pelo vestido preto de seda estampado com pequenos galhos verdes e imaginar o que meus sonhos tocavam todas as noites desde aquela reunião.

Os últimos meses haviam sido difíceis, o luto pela perda do pai era nítido, mas hoje em especial seu olhar estava mais distante. Iniciamos as atividades como de costume, em dado momento, após pedir a terceira desculpa por um raciocínio incorreto, Roberta deixou seus ombros caírem pela primeira vez e seus olhos se encheram de lágrimas. Minha aflição foi imediata e me levantei para segurar suas mãos.

Por ser forte o tempo todo, Roberta me tocou tão intensamente com seu choro que ao perceber estava com ela em meus braços e seus cabelos tocavam meus lábios delicadamente. Eu tentava acalmá-la ressaltando os atributos de seu pai e o colocando em um bom lugar após ter feito tanto em vida, mas seu corpo junto ao meu me enlouquecia e notei que ela não chorava mais, estava ofegante e suas mãos quase me tocavam tremulamente.

Ficamos assim por alguns segundos, ofegantes, trêmulas, imóveis e incapazes de pronunciar uma palavra, apenas esperando, tentando entender, de repente não houve mais raciocínio e nossos lábios se encontraram num desejo mútuo, numa insanidade louca.

Senti Roberta forte novamente, suas mãos seguravam meu corpo nos encaixando perfeitamente, senti Roberta fêmea, pois seus beijos apesar de profundos eram doces e suaves, sua língua procurava a minha e ouvi seus gemidos baixinhos e urgentes.

Em segundos ela se desvencilhou, chorando novamente, me pedindo desculpas, dizendo que não conseguia mais esconder seus desejos. Nesse momento foi a minha vez de mostrar o poder, puxei Roberta de encontro ao meu corpo, colei seu rosto ao meu olhando firmemente em seus olhos, dizendo que enlouqueceria se ela se afastasse novamente.

Entrelaçamos-nos apaixonadamente e percebi que desejava aquela mulher como nunca desejei ninguém. Tentando entender-me percebi que estava utilizando todos os sentidos: sentia seu perfume me entrelaçando, ouvia seus gemidos baixinhos explodindo em minha cabeça, murmurava o quanto sonhei com aquele momento, olhava sua alma, tocava cada poro da sua pele, seus cabelos, suas roupas, imaginando o que elas ainda faziam ali. Roberta abriu minha calça e percebeu que eu estava pronta. Ao sentir seu toque estremeci e curvei suplicando para que ela me absorvesse. Habilmente encaminhei Roberta até a porta de entrada para poder trancá-la e em seguia ao seu sofá, sem retirar meus lábios dos seus nem por um segundo. Suas pernas se abriram para sentir meu toque e percebi que a recíproca era totalmente verdadeira, ela também estava pronta. Levantei sutilmente seu vestido até que pude abrir o feixe e impedi-lo de continuar nos atrapalhando. Admirei suas roupas íntimas e percebi que seu olhar agora era cinzento, como se uma nuvem de desejo pudesse cobri-lo. Retirei sua lingerie enquanto ela me despia totalmente e me fixei na visão daquela mulher poderosa, totalmente nua e entregue aos meus braços. Suguei seus seios com uma sede insaciável, ela gemia como se fosse morrer, me agarrou com suas longas pernas apertando minha cintura contra a sua, estávamos tão molhadas que ao nos sentir explodimos de prazer e iniciamos movimentos ritmados em busca da satisfação plena. Ela me beijava e eu explorava seu corpo, sentia seus pêlos úmidos e quentes procurando os meus. Sua respiração estava cada vez mais rápida, desci o corpo que eu havia escalado há poucos minutos, e beijando cada centímetro do seu colo, seus mamilos, sua barriga, cheguei à entrada molhada onde com um beijo quente, suave e demorado alcancei sua alma. Suas mãos tocaram meus cabelos sem saber se me traziam de volta ou me auxiliavam a penetrá-la. Sorri olhando fixamente em seus olhos e me abaixei novamente para continuar as carícias que havia começado. Com movimentos circulares e longos percorri seus lábios externos e internos, suguei seu clitóris e dei longos beijos em toda sua vulva, delicadamente introduzi meu dedo indicador em sua vagina, realizando meus sonhos mais recentes. Roberta mexia seus quadris me guiando e segurava meus cabelos como se estivesse com medo que eu desaparecesse. Ela não gemia mais, sussurrava palavras desconexas e chamava meu nome intensamente. Continuei tocando o objeto do meu desejo e beijando sua vulva com movimentos firmes, suaves e crescentes, percebi que estava tão excitada que iria gozar, nesta hora como se ouvisse meus pensamentos Roberta explodiu em um gozo forte, apertando meu rosto, minha língua e meus dedos, fazendo de minhas mãos parte do seu corpo. Gozei em seguida sem que ela necessitasse sequer me tocar. Ela me deitou no sofá, pousou seu corpo todo sobre o meu e ficamos assim…..

Hoje não trabalhamos mais juntas, procurei outro emprego, ela ainda dirige a empresa da família, e vamos nos casar assim que voltamos das férias.

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Um Comentario »

  • Leolina Silveira disse:

    Nossa, muito bom, parabéns belissímo conto!

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